quinta-feira, 1 de novembro de 2012

algo de que se lembra

Havia acordado com algo em mente.
Uma sensação, um algo nostálgico. Um algo instigante.
Azuri levantou-se, intrigada, e olhou os arredores.
Não, não era o verde gentil dos campos que queria ver. Também não era pela luz que batia na janela que se interessava, tampouco pelo ar que respirava.
Queria ver fotos. Fotos de sua vida, fotos que achava que tinha, fotos do tempo, fotos de algo que talvez nunca lhe pertencera.
Foi então vasculhar o armário e, ainda em bocejos, tirou de seu caminho cada objeto que pudesse lhe esconder algumas fotos. Poderia estar dentro de uma caixa, ao lado de um cabide caído ou nas dobras de uma roupa também jogada?
Fotos, fotos, memórias, memórias... Não achava as tais memórias.
Mas continuou procurando-as, desejando desesperadamente não mais achar fotos que achava que tinha, e sim fotos que tinha certeza que tinha.
Por fim, Azuri sentou-se em frente ao móvel e chorou um pouquinho.
Lembrou que não tinha fotos. Nunca as tirara. Nunca quisera. Mas por que agora as queria?
Lembrou que não tinha memória.
Mas logo sorriu! Se havia lembrado, então talvez tivesse memória, afinal. Lembrando que até aquele momento não tinha memória, poderia começar a ter uma memória naquele momento!
A animação também começou a lhe tomar ao sugerir todo o tipo de coisa que poderia fazer com sua nova memória. Agora poderia guardar todo o tipo de experiência.
Poderia começar com uma foto.



Oi, pessoal! Tudo bem? 
Espero que gostem desse texto! Estou começando a trabalhar em uma OC, a Azuri-chan, que vai aparecer em vários contos. Também vou tentar atualizar o blog com mais frequência!

Beijos,
Bell

Nenhum comentário:

Postar um comentário